
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Também estou abrindo uma Igreja!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
SAC: Serviço de Aporrinhação ao Cliente

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Dengue: A nova desculpa para arrecadação de verba

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Mestres do Violão: Jimmy Page

domingo, 30 de janeiro de 2011
Mestres do Violão: Eric Clapton

sábado, 29 de janeiro de 2011
Temas de Games
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
“Ringtônicos”
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Indicados ao Oscar 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
Solução paliativa para os aeroportos
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
A bolsa é um investimento certo em longo prazo?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Inacreditável!
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Os Vingadores e a estratégia da Marvel para as próximas produções
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Continuando com a chuva, vou chover no molhado!
Estou para escrever ao O Globo sobre essa matéria há diversos dias, mas evitei, pois poderia escrevê-la de maneira indecorosa ou arrogante. Mas a cena que vi hoje foi a gota d’água. O que motivou-me a escrever sem meias palavras.
Então, gostaria de agradecer ao irresponsável que fez a obra da ciclovia na Rua Vereador Alceu de Carvalho (Rua do canal do rio morto), no recreio dos Bandeirantes. Essa rua liga vargem pequena, vargem grande, Avenida das Américas e a praia.
Tenho certeza que a obra foi realizada com a melhor das intenções: facilitar o deslocamento dos trabalhadores e dos banhistas nos finais de semana levando-os até a praia. Porem quem avaliou o projeto deveria ter lutado pela realização da obra dentro das normas previstas, atendendo as recomendações das NBR, DNIT e BS (Bom Senso).
Não vou nem me ater ao fato de que a calçada não respeita praticamente nenhuma conduta quando a largura mínima, distância dos postes até a rua, inclinação para escoamento das águas e acesso aos cadeirantes. Mas o mínimo que deveria ser levado em consideração eram as condições de drenagem da pista.
A fim de explicar melhor a falha, fiz alguns desenhos em caráter ilustrativo. Anteriormente a obra, figura 01, a água escoava sobre o pavimento e saia pelas laterais, sabemos que é uma condição precária, porem era aceitável.
Na figura 02, podemos ver como ficou depois da obra. Nada a respeito da drenagem foi considerado, apenas colocaram um meio fio junto ao final da pista. Não foram feitos bueiros, bocas de lobo, nem ao menos uma misera sarjeta. Como conseqüência, a chuva toda que antes escoava para a grama, agora ficava em bolsões sobre a pista de rolagem, que alem de diminuir a vida útil do asfalto e dificultar o tráfego durante as chuvas obrigou a água infiltrar-se na junção mal feita entre o meio fio e pavimento.

Figura 02
Sendo assim, como mostra a figura 03, toda a água conduzida por um mesmo local, acarretando na criação de um bolsão água no solo inferior a pista, minando por completo a estabilidade da encosta.

Figura 03
E como conseqüência da obra executada, após algumas chuvas, a figura 04 mostrará o que ocorreu.

Figura 04
Por sorte, no momento do ocorrido ninguém passava no local, pois o mais provável seria se romper quando estivesse submetido a um carregamento, ou seja, quando um carro ou caminhão estivesse passando sobre a cratera.
Por fim, a obra que ecomonizou alguns metros cúbicos de concreto não fazendo uma sarjeta descente, agora deveria que arcar com contenção da encosta, novo aterro, nova estabilização e nova pavimentação. E quem pagará essa conta? O responsável?
Sabem por que obras de drenagem não são feitas? Pelo mesmo motivo que as obras de saneamento básico são deixadas de lado. Elas não são obras eleitoreiras: gastasse milhões nas obras de infra-estrutura e depois se enterra.
Obras de infra-estrutura são lembradas apenas quando não funcionam, ruas enchem, falta-se água, esgoto e luz.
O Rio de Janeiro antes de PAC, PAC 2, PAN, COPA precisa de muitas obras “invisíveis”.



